Meditação como prática escolar.

Ontem verificando em alguns sites para encontrar boas referências de produtos digitais, tive um breve encontro com o vídeo da apresentação do aplicativo para meditação Stop, Breathe e Think. Este me contagiou a ponto de me fazer parar e escrever um breve review sobre algumas de suas características.

A ideia do aplicativo é criar o hábito nas pessoas para meditarem. Porém, mais do que isto, o aplicativo buscou criar um ambiente para que a experiência fosse apoiada em uma prática contínua para as escolas. Esse foi o ponto principal que percebi de contribuição social do mesmo.

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O fluxo de uso do aplicativo é muito consistente, a navegação é auto-explicativa e possibilita o uso progressivo de cada funcionalidade, permitindo que o usuário a cada novo passo tenha uma nova experiência. Quando o usuário começa o seu uso, o aplicativo faz um breve questionário antes de iniciar a meditação, isso porque ele personaliza a sua meditação de acordo com diversos estados mentais e emocionais que você pode estar naquele momento. Com esses dados coletados diariamente, o sistema entrega um dashboard bem específico com o tempo de meditação, nível de meditação, seus estados de emoção e detalhes sobre sua evolução nas práticas.

“Se todas as crianças de oito anos aprenderem meditação, nós eliminaremos a violência do mundo dentro de uma geração”

Dalai Lama

Outro ponto interessante no fluxo de uso é que existem ótimos textos de apoio para o usuário estudar sobre meditação. Isso é bem importante para quem é um iniciante. Através dessas informações os usuários conseguem ver um sentido nas práticas diárias e buscam uma evolução pessoal.

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Caso você queira adicionar algumas meditações exclusivas da lista, você pode comprar elas por $1,99 e ainda vai estar contribuindo para a ONG que criou o aplicativo. E o mais legal é que caso você feche um destes itens da lista pagos, quando você sai ele avisa “Sem problema, nossa loja está sempre aberta” – e logo abaixo tem um botão para a página que explica para onde vai sua contribuição. Ou seja, a interação do aplicativo com os usuários é toda baseada em um design emocional.

Stop, Breathe & Think App from Tools for Peace on Vimeo.

Segue um breve check-list de pontuação para esse app que achei muito legal:

  • UX – 9
  • Design – 8,5
  • Conteúdo – 8,5
  • Funcionalidades – 10
  • Diferencial – 10
  • Solução – 10

Vejo nesse aplicativo três pontos bem interessantes, primeiro ele é uma forma de arrecadação de doações que ajuda não só quem recebe, mas também quem faz a doação. Segundo, o próprio meio que é usado para captar as doações é uma baita ferramenta utilizada por ambos os lados, sendo a mesma um grande conector da causa.Terceiro, a causa de levar a meditação para as escolas é uma ação social de extrema importância. Falo isso porque como praticante e budista, a meditação traz benefícios excelentes para a vida das pessoas, além de transformar a forma como vemos e pensamos o mundo.

Link do app e hotsite  |  Meditação nas escolas

Eu sou um Product Owner.

A maioria das empresas de software acham que o Product Owner é o gerentão que coloca a pressão para as coisas acontecerem ou pensam que é o garçom da empresa que fica tirando pedido dos departamentos e acaba mais dizendo sim do que não. Pois é, geralmente essa é a visão distorcida que as pessoas tem do Product Owner e por este motivo decidi escrever uma breve abordagem do que faz um P.O.

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Acredito que o primeiro requisito para ser um P.O é ter bom senso, capacidade de tomada de decisão e muita inteligência emocional. Lidar com clientes, equipes de desenvolvimento, diretores, parceiros, indianos… é bem complexo. Nesse mix de perfils faz com que seja obrigatório entender de pessoas e não apenas de tecnologias. Pela minha experiência e pelos fatos que já presenciei, mais de 90% dos problemas em projetos e produtos ocorrem pela tomada de decisão errada das pessoas, ou pela falta de humildade de assumir um erro e correr para reverter ou pelo orgulho de não deixar que o time tome a decisão em conjunto.

O PRODUCT OWNER REPRESENTA A VOZ DO CLIENTE E É RESPONSÁVEL POR GARANTIR QUE A EQUIPE AGREGUE VALOR AO NEGÓCIO. O PRODUCT OWNER ESCREVE CENTRADO NOS ITENS DO CLIENTE , OS PRIORIZA E OS ADICIONA PARA O PRODUCT BACKLOG.

KEN SCHWABER

 

Portando, o papel que um P.O precisa exercer é de ser um conector entre a área de negócios e tecnologia, fazendo com que as direções sejam tomadas com base em justificativas consistentes de valor para os usuários.Ele precisa criar e aumentar o valor para o negócio e ainda eliminar o desperdício nas entregas.

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Outro ponto importante é que a parte tática do P.O para construir um projeto é entregue na elicitação de requisitos. Considero essencial criar um fluxo de colaboração para entendimento dos requisitos do projeto, por mais que seja uma tarefa exclusiva do P.O, ele precisa coexistir com o time e levantar a bandeira de entrega com a melhor qualidade. Não basta escrever histórias e definir bons critérios de aceitação, seu processo analítico e crítico precisa ser ativo em todas as interações, isso ajuda a incluir dentro da empresa uma visão de valor nas entregas. Elicitar se define como um entendimento muito maior do que apenas uma captura e escrita de documentos.

Abaixo coloco algumas atividade que um Product Owner precisa atuar:

  • Apoiar e manter a cultura ágil na empresa
  • Ser um líder servidor para seu time
  • Ter sempre uma meta a ser alcançada através de um valor de entrega
  • Entender de arquitetura de informação para solucionar a vida dos usuários
  • Disponibilidade para o time
  • P.O é full time P.O
  • Manter o time em uma velocidade saudável
  • Entender muito bem como funciona o nicho de mercado do seu produto
  • Planejar e manter épicos, temas e histórias de usuários
  • Dar feedback para a comunidade de negócio
  • Priorizar histórias por Valor de Negócio
  • Aprovar e aceitar histórias
  • Manter as histórias independentes
  • Definir o MVP e garantir a evolução continua
  • Manter a rastreabilidade de histórias para temas e épicos

Afinal, o que é um MVP de verdade?

Falar em Mínimo Produto Viável (MVP) tornou-se uma obrigação dentro de startups e no dia a dia de pessoas empreendedoras. Porém, mais do que um termo que caiu nas graças da área de tecnologia, o mesmo tem uma justificativa clara para ser usada com tanto afinco por aqueles que querem ver seu produto decolar.


Com a queda de metodologias burocráticas e suas falácias produtivas, o mercado de tecnologia objetivou o resultado com valor. Isto, antes de colocar um aporte de milhões em um projeto ou produto sem a possibilidade de validar a idéia proposta. A entrada das plataformas mobile capacitou o lançamento de aplicativos com alto valor agregado em pouco tempo de desenvolvimento. Esta facilidade permite a evolução contínua dos produtos, em paralelo com sua rentabilidade. Um exemplo clássico é do game Angry Birds. O mesmo obteve 10 milhões de downloads nos 3 primeiros dias de lançamento. Fora o valor incontável de brand alcançando, criando uma franquia gigantesca para produzir bonecos, desenhos entre outros produtos que hoje fazem parte do universo da marca.

“Startups não falham ao desenvolver uma ideia, mas falham ao encontrar clientes dispostos apagar. Uma tecnologia por mais incrível que seja, se não resolver um problema, jamais será um produto”

Steve Black

Um Mínimo Produto Viável (MVP) nada mais é do que uma forma de gerar a comprovação de uma idéia ou hipótese com base em feedback constante com os usuários, possibilitando um aprendizado para potencializar o produto em teste, ou ainda, desistir a tempo de não se colocar mais dinheiro em uma furada. Esta visão de evitar o desperdício de tempo em funcionalidades que não serão utilizadas pelos usuários, surgiu na cultura Toyota e evolui depois que Steve Black e Eric Ries construíram o conceito de Lean Startup. Também é importante considerar a contribuição de Don Normam e John Maeda para a virtualização do conceito de produtos e valor agregado.

Uma frase que sempre lembro quando pessoas ficam entusiasmadas achando que irão ficar milionárias com um aplicativo ou com sua super idéia:

 “Startups não falham no desenvolver uma ideia, mas falham ao encontrar clientes dispostos a pagar. Uma tecnologia por mais incrível que seja, se não resolver um problema, jamais será um produto” – Steve Black

 E depois vem essa:

“Não aguento mais conhecer empreendedores. Eles não entendem que um negócio inovador não é feito de ideias, mas de execução. Os grandes negócios que conhecemos são a terceira ou quarta execução de uma mesma ideia. A primeira rede social é de 1995. O Facebook veio bem depois” – Eric Ries

Feedback constante

A palavra mágica do conceito de Mínimo Produto Viável (MVP)  é o feedback, ou seja, abrir o seu produto para interagir com o maior número de usuários possíveis, procurando entender como o seu produto pode resolver o problema dessas pessoas. Portanto, não tente encher seu produto de funcionalidades e jogar todas as suas expectativas inovadoras nele. As pessoas terão pouco tempo para contribuir com a sua idéia e muitas nem saberão como utilizar. Seja o mais breve possível para solucionar seus problemas. Até porque, se você perder todo o seu tempo colocando funcionalidade no produto, vai perder o timming de lançamento, o que significa perder uma oportunidade por um pecado idiota.

Números!

Sempre que tiver um idéia nunca deve abrir mão de pensar em métricas, coleta de informação e mensuração dos seus objetivos. Falo isso porque não existe possibilidade de você lançar um produto sem ter que gastar com desenvolvimento, design e marketing. Você precisa saber exatamente onde está errando, como está errando e porque está errando; e, muitas vezes, saber até mesmo porque está acertando. Por isso, acredite, os números vão ser o balizador do que as pessoas passam nos feedbacks e o que realmente elas fazem na interação com seu produto. Resumindo, você vai ter um tempo hábil para responder às incertezas do mercado e criar um produto realmente valioso.

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Algumas dicas para refletir antes, durante e depois de iniciar um Mínimo Produto Viável (MVP) :

  • Não se preocupe se sua primeira versão vai ter bug ou se o design pecou nas cores: isto faz parte do evoluir;
  • Escute os feedbacks. Eles podem fazer grande diferença;
  • As repostas não virão até você. Saia e as encontre;
  • Erre quantas vezes for necessário e, o mais importantes, não tenha medo;
  • Não se jogue na primeira ideia;
  • Para se ter resultado, precisa se ter números. Invista em analytics e ROI;
  • Evite que o seu produto cresça e fique empilhado de funcionalidades inúteis;
  • Pesquise, teste, prototipe, viaje, discuta. Só depois de tudo isto inicie um MVP, mas não passe de dois meses;
  • O MVP é um grande brainstorming, por isso não perca nenhuma oportunidade;
  • Mantra do MVP: “Alto valor agregado, baixo investimento, agilidade e sem desperdício”.