Silenciosos e Millennials: quando a diferença entre gerações fala mais alto.

Sala de Jantar da avó. Ela, uma idosa viúva de 70 anos oriunda da tradicional geração silenciosa, costura minuciosamente um pullover bordeaux em sua cadeirinha de balanço. O neto, um millennial conectado, encontra-se sentado no sofá interagindo — com o seu smartphone, é claro.

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A avó pega o controle e liga a televisão no Jornal Nacional. William Bonner noticia a morte de um travesti por espancamento coletivo. Ela começa a tecer comentários preconceituosos. O neto se incomoda com o teor das acusações. O número de divergências em sua mente é imensurável. Ele não consegue mais se controlar e profere milhares de contra-argumentos.

Gênero, política, formação de família, drogas, aborto, religião, o que for. As chances de sua conversa fria com um geração silenciosa virar um debate quente em qualquer um dos quesitos mencionados é consideravelmente grande. Pro debate quente virar uma discussão que fervilha? Duas frases bastam. E aí você tem de perceber que é hora de parar. Não aceitar, mas parar. Fazer uma carícia no seu ente querido e no seu próprio coração.

Parar. Por quê?

Observando por determinados pontos de visão, o millennial é um vanguardista e precisa lutar por um mundo melhor. Certo. Mas entenda: o mindset entre gerações é incomparável. Não adianta tentar, a sua avó, o seu avô, pai, mãe, tia, tio ou seja quem for o tradicional silencioso, jamais vai aceitar a mudança porque um jovem está colocando argumentos sob a mesa. Em suas épocas, a família conservadora imperava. O travesti era a ovelha negra. Eles já viveram muito mais do que você e ponto final — não estranhe: a atitude conservadora está enraizada culturalmente na dita cuja geração.

E aí você pensa: tudo bem, a vivência deve ser levada em conta. Como fator determinante? De modo algum. O estudo gerenciado pela Nielsen no primeiro semestre de 2015 ouviu 30 mil pessoas em 60 países para exibir os hábitos de consumo em diferentes fases da vida. E é ele quem comprova.

70% dos entrevistados da geração silenciosa dizem se informar via televisão. O que isso quer dizer? Tudo. Se você observar as entrelinhas.

Segundo a teoria habitus do sociólogo Pierre Bourdieu, existe um sistema de disposições duráveis e transponíveis que, integrando todas as experiências passadas, funciona a cada momento como uma matriz de percepções, de apreciações e de ações.

Portanto, hábitos de consumo de informação revelam percepções de vida sobre os mais variados públicos — dizem muito sobre a cultura, também, mas não vamos entrar no mérito —. Se você só assiste TV, lê jornal e escuta rádio, suas opiniões serão baseadas no que estes meios e seus interesses propagam.

Agora, se você é um millennial, considere-se um privilegiado. O ser humano evoluiu e você aterrissou num universo recheado de canais de informação.

O acesso à informação é o maior poder que você vai ter. Se quiser procurar sobre um assunto, o digital vai lhe oferecer uma teia de fontes variadas: blogs, portais, vídeos. Cabe a você observar todos os lados antes de sair por aí compartilhando opiniões e apoiando causas ou pessoas.

Leia com prazer, tenha uma vida saudável, viaje muito, crie novas experiências, coloque lixo no lixo, aja com empatia, critique o errado, fuja de pequenas corrupções. Tenha uma família. Ou adote uma. É você, millennial, quem tem o poder de mudar o mundo. O responsável por toda essa autonomia? A história construída até aqui. E as avós, é claro.

Todo designer de interfaces tem a obrigação de conhecer o Sketch.

Em uma realidade em que o design responsivo é lei, e as interfaces devem ser minuciosamente pensadas para aplicativos móveis e sites, o Photoshop ficou para trás em alguns aspectos. Isto abriu procedência para o crescimento e a popularização do Sketch. Eu o conheci há 8 meses, através de um designer aqui na Trinca. Ele me apresentou o programa, eu o instalei e aos poucos fui usando-0 e acompanhando suas evoluções. Isto até o momento em que eu realmente o adotei como ferramenta oficial para o desenvolvimento de interfaces.

Mas porque todo designer de interfaces tem a obrigação de conhecer o Sketch?
Vou elencar os 05 motivos principais:

01. Organização
Todo o projeto de interface é interativo. Você precisa pensar em todas as interações humanas possíveis e como o layout irá se comportar conforme cada uso. Para essa característica, o Sketch funciona como uma espécie de Canvas, que permite que você consiga ter — em um único arquivo— todas as telas de um projeto e suas variações. Como o Canvas é infinito, você tem a possibilidade de agrupar as telas, ou mesmo testar de forma rápida as variações do mesmo layout para utilizar em testes A/B, ou em ~ciclos de feedbacks~.

02. Responsive Ready
Levando em consideração as telas de retina, e os diferentes tamanhos de tela, o Sketch traz consigo uma poderosa biblioteca de formatos, além de ter pré-configurados os tamanhos necessários para o design responsivo de um projeto. Outra potente ferramenta é a possibilidade de você exportar ou importar simbolos .svg, e códigos .svg,  que elevam o nível de qualidade em um projeto visualizado em retina, 4k ou até mesmo o futuro 8k.

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03. Integração com o Invision
O Sketch permite integrar o seu projeto com diferentes tipos de workflows de design. Se você não trabalha com um, está na hora de descobrir algum que sirva para o seu processo de trabalho. O mais desenvolvido, em questão de funcionalidades, é o Invisionapp. Com a integração dos dois, o designer e o desenvolvedor ganham um ambiente comum, no qual o arquivo é constantemente atualizado na nuvem. Desta forma, o time de design e o time de desenvolvimento têm a visão constante de como o projeto está ficando, sem que o processo seja parado para que as telas todas sejam exportadas.

Com a integração do Sketch a um workflow de design, como o Invisionapp, o time de design e o time de desenvolvimento têm a visão constante de como o projeto está ficando, sem que o processo seja parado para que as telas todas sejam exportadas.

04. Assets
Projetos de interface, ou produtos digitais, geram um número de arquivos comuns para os times. O Sketch nativamente trabalha com essa lógica e permite exportações em diversos tamanhos automaticamente (2x, 4x, 8x). Neste aspecto, o Photoshop correu atrás; mas, na minha opinião, ficou aquém das expectativas com a nova função “export assets”.

Trazendo novamente a integração com o Invisionapp, o Sketch consegue conectar com o serviço e salvar organizadamente todos os assets comuns ao projeto, como fontes e símbolos.

05. Versionamento
O Sketch não salva os arquivos, ele os versiona; ou seja, em qualquer momento, mesmo que você salve um projeto, é possível retornar muitos passos e recuperar qualquer parte dele. É como se ele tivesse um time machine incorporado, o que permite que você sempre tenha acesso a versões anteriores do seu projeto.

Importante salientar que o Sketch não substitui o Photoshop no tratamento de imagens, mas somente no desenvolvimento de interfaces. Ambos devem ser trabalhados em conjunto, cada um com suas potencialidades.

O surf, as marcas e a tecnologia.

Guga no tênis. Bernard no vôlei. Piquet, Fittipaldi e Senna no automobilismo. Pelé, Ronaldo, Romário e tantos outros no futebol. Gerações de ídolos vencedores que entraram para a história, fazendo verdadeiras (r)evoluções e angariando milhões de novos adeptos aos esportes.

O título mundial de Gabriel Medina, no ano passado, combinado com a ascensão de jovens prodígios tupiniquins denominados Brazilian Storm, parece fazer este fenômeno se repetir, agora no surf. Pessoas que nunca tinham subido numa prancha, em um piscar de olhos passam a se ver com águas salgadas nas veias.

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Uma breve história.

A história da cultura surf no Brasil é cheia de peculiaridades. Em seus primórdios, surfista era visto como o sujeito que fumava maconha e passava o dia na praia. Com a ascensão de ídolos, campeonatos e das marcas, essa visão foi se modificando. O surf virava um esporte.

Nomes como Rico de Souza, Picuruta Salazar e Ricardo Bocão foram —  aos poucos —  popularizando o esporte e trazendo novas perspectivas de futuro. Os campeonatos no Rio de Janeiro e São Paulo ficavam mais interessantes, e o público não apenas comprava a ideia, mas também queria entrar na onda.

Um copo cheio para as marcas.

Em uma análise empírica do perfil do surfista, observamos, de um modo geral, cidadãos de bem com a vida, extrovertidos e que cuidam intrinsecamente da saúde. Pessoas felizes. Para o imaginário da sociedade, ser surfista é cool! É claro que isso é um copo cheio para as marcas.

Dentro deste contexto, surge, no Brasil, a Mormaii. Do outro lado do oceano, Rip Curl, Billabong, O’neill, Quiksilver e diversas outras gigantes, vêm remando fortemente para os braços do público.

O interessante nessa área, é que especialistas em pesquisas no Brasil dividem o consumo de surf entre praticantes e simpatizantes. E, pasmem, 87% dos consumidores de produtos são de simpatizantes, segundo esta pesquisa.

São cerca de 3 milhões de praticantes e 30 milhões de simpatizantes. Um grupo que movimenta R$9 bilhões, de acordo com os dados de 2012 da revista Alma Surf.

Cidades sem ondas como São Paulo e Porto Alegre, surpreendentemente, são os mercados favoritos dos players. Só na maior cidade brasileira, quase um milhão de pessoas compraram produtos ligados ao esporte, movimentando R$1,5 bilhões, de acordo com um levantamento feito em 2008 pela Toledo & Associados. Porto Alegre é apontada por especialistas como a cidade sem praia com mais surfistas por metro quadrado.

A tecnologia aterrissa no surf.

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De fato, com a tempestade brasileira, o público e as marcas chegaram para ficar no surf. Tal como a tecnologia na vida das pessoas. Olhe para os lados. Os dados sobre o adoção do smartphone já foram dissecados aqui no blog.  Como não se render ao fascínio de um retângulo com menos de 15cm que nos proporciona todas as facilidades possíveis, por vezes com um clique? Pedir táxi, pedir uma refeição, encontrar a alma gêmea, conversar com um parente distante. Tudo é possível. Em apenas um clique.

No surf não é diferente. A World Surf League, órgão responsável pelos maiores campeonatos, desenvolveu um aplicativo que disponibiliza o live streaming das etapas. Já o software TRACE, permite análises precisas de performance dos atletas. Uma funcionalidade também presente no relógio Rip Curl SearchGPS.

Não é preciso ser um expert para perceber que, com o apelo midiático que o surf volta a ter, bem como o elevado acesso à informação e a tempestade rondando nosso paraíso tropical, a oportunidade para trazer novos praticantes para o surf é agora.

O Surf’s App.

Tecnologia e surf. Dois mercados em constante desenvolvimento.

Esses dois fatores se somam à sustentabilidade e: bingo! A Trinca desenvolve sua startup com um aplicativo de carona para o surf, o Surf’s App. Da palma da mão, é possível combinar caronas, acompanhar a previsão de ondas, vender e comprar equipamentos e reportar fotos da praia. Todos os serviços que um surfista precisa para surfar. Com menos carros nas estradas e mais surfistas felizes no outside.

Seguimos de olho nas horas, pois imaginamos que o próximo forecast será colado no pulso.