Todo designer de interfaces tem a obrigação de conhecer o Sketch.

Em uma realidade em que o design responsivo é lei, e as interfaces devem ser minuciosamente pensadas para aplicativos móveis e sites, o Photoshop ficou para trás em alguns aspectos. Isto abriu procedência para o crescimento e a popularização do Sketch. Eu o conheci há 8 meses, através de um designer aqui na Trinca. Ele me apresentou o programa, eu o instalei e aos poucos fui usando-0 e acompanhando suas evoluções. Isto até o momento em que eu realmente o adotei como ferramenta oficial para o desenvolvimento de interfaces.

Mas porque todo designer de interfaces tem a obrigação de conhecer o Sketch?
Vou elencar os 05 motivos principais:

01. Organização
Todo o projeto de interface é interativo. Você precisa pensar em todas as interações humanas possíveis e como o layout irá se comportar conforme cada uso. Para essa característica, o Sketch funciona como uma espécie de Canvas, que permite que você consiga ter — em um único arquivo— todas as telas de um projeto e suas variações. Como o Canvas é infinito, você tem a possibilidade de agrupar as telas, ou mesmo testar de forma rápida as variações do mesmo layout para utilizar em testes A/B, ou em ~ciclos de feedbacks~.

02. Responsive Ready
Levando em consideração as telas de retina, e os diferentes tamanhos de tela, o Sketch traz consigo uma poderosa biblioteca de formatos, além de ter pré-configurados os tamanhos necessários para o design responsivo de um projeto. Outra potente ferramenta é a possibilidade de você exportar ou importar simbolos .svg, e códigos .svg,  que elevam o nível de qualidade em um projeto visualizado em retina, 4k ou até mesmo o futuro 8k.

hero-screenshot

03. Integração com o Invision
O Sketch permite integrar o seu projeto com diferentes tipos de workflows de design. Se você não trabalha com um, está na hora de descobrir algum que sirva para o seu processo de trabalho. O mais desenvolvido, em questão de funcionalidades, é o Invisionapp. Com a integração dos dois, o designer e o desenvolvedor ganham um ambiente comum, no qual o arquivo é constantemente atualizado na nuvem. Desta forma, o time de design e o time de desenvolvimento têm a visão constante de como o projeto está ficando, sem que o processo seja parado para que as telas todas sejam exportadas.

Com a integração do Sketch a um workflow de design, como o Invisionapp, o time de design e o time de desenvolvimento têm a visão constante de como o projeto está ficando, sem que o processo seja parado para que as telas todas sejam exportadas.

04. Assets
Projetos de interface, ou produtos digitais, geram um número de arquivos comuns para os times. O Sketch nativamente trabalha com essa lógica e permite exportações em diversos tamanhos automaticamente (2x, 4x, 8x). Neste aspecto, o Photoshop correu atrás; mas, na minha opinião, ficou aquém das expectativas com a nova função “export assets”.

Trazendo novamente a integração com o Invisionapp, o Sketch consegue conectar com o serviço e salvar organizadamente todos os assets comuns ao projeto, como fontes e símbolos.

05. Versionamento
O Sketch não salva os arquivos, ele os versiona; ou seja, em qualquer momento, mesmo que você salve um projeto, é possível retornar muitos passos e recuperar qualquer parte dele. É como se ele tivesse um time machine incorporado, o que permite que você sempre tenha acesso a versões anteriores do seu projeto.

Importante salientar que o Sketch não substitui o Photoshop no tratamento de imagens, mas somente no desenvolvimento de interfaces. Ambos devem ser trabalhados em conjunto, cada um com suas potencialidades.