Desfragmentando o webform.

Qualquer webform deve ser um progresso em direção ao objetivo do usuário e não ser apenas a entrada de dados que a organização precisa. Essa é uma distinção importante. Quando as pessoas sentem que estão recebendo o que elas querem, elas continuam em frente.

Um webform deve permitir que o usuário consiga atingir seus objetivos com o mínimo de sobrecarga e um claro senso de propósito, para que não façam a pergunta:”Por que está sendo solicitado isso?”

Esta informação é necessária para dar às pessoas o que elas querem – o objetivo principal da aplicação?

Haverá um momento melhor para recolher essa informação?

Existe uma maneira de explicar porque determinadas informações são necessárias?

Existem melhores formas de recolher a informação necessária?

Afinal de contas, os webforms são a única maneira de conseguir a entrada de usuários on-line e tem a capacidade de conversão dentro de um site.

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Quatro pilares essências para se criar uma boa experiência em webforms:

  • Estabelecendo conexões: Mostrar visualmente a conexão de conteúdo físico com virtual (não deixar dúvidas) se torna menos uma questão para analisar, pensar e responder.
  • Reduzindo somando: Reduzir significativamente o peso visual das ações secundárias, colocando todo o foco em uma ação primária: “Continue” ou “Salve”. Isso ajuda a iluminar o caminho para a conclusão do formulário.
  • Indicar e sinalizar: Destacar os locais de erro de forma clara, exemplificando como resolver o problema dos usuários.
  • Contextualizar: A ação principal, na página inicial do site deve convidar as pessoas a criarem uma rede com seus amigos, em vez de criar apenas uma nova conta. Criar um contexto que chame o usuário para se cadastrar, ou seja, ter um design mais emocional.

Webforms são onipresentes e universalmente chatos, mas eles não tem que ser. Precisamos apresentar uma arquitetura com informações necessárias sem atormentar e irritar os usuários na sua experiência de uso.

Ao construir um webform, considere o feedback na navegação, inconsistência desejável e o “nada” na interface.

Feedback na navegação

Para definir feedback precisa-se entender da necessidade da comunicação. Para interagir precisa-se de respostas que te orientem e te localizem sobre o contexto que você está inserido. Isso impõe o feedback dentro da interação homen e máquina como um dos pontos primordias na navegação.Sendo assim, o feedback deixa os usuários mais confortáveis com um retorno sobre uma pergunta ou ação. O feedback pode ser definido em 5 níveis:

 

  • Léxico: manipula um dispositivo de entrada (digitar na busca)
  • Sintático: linguagem de comando (posição, objeto)
  • Semântico: trabalho e conclusão de operação (tempo de download)
  • Domínio de problema: manipulação de objetos para solução (barra de rolagem)
  • Domínio de controle: menus, status, caminho de pão (senso de localização)

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Inconsistência desejável

Páginas com muita consistência criam uma monotonia nos usuários e com isso torna-os desorientados por certas vezes. Ter senso de progressão sutil no site permite um menor cansaço e proporciona um balanço na navegação em termos de conteúdo. Esse fator de progressão é importante para o sistema de navegação como um todo. Se usado com efetividade podem guiar os usuários de uma forma mais natural. Ou seja, usar de menos consistência proporciona diferenciação e ajuda o usuário a identificar as páginas de forma fácil.

O “nada” na interface

Ao desenvolver uma interface de webform precisamos muitas vezes nos distanciar do foco que nos encontramos e buscar entender o contexto. Quando se trabalha com informação temos que criar objetivos dentro da interface de trabalho e encontrar formas de facilitar a comunicação da mesma.

Sendo assim, maximizar espaços em branco nos proporciona alguns benefícios:

 

  • Facilidade para leitura
  • Agilidade na navegação
  • Fixação da informação
  • Rapidez de entendimento
  • Distanciamento (mais parece menos simplesmente afastando-se para bem longe)
  • Abertura (abertura significa simplicidade)
  • Energia (use menos, ganhe mais)

Preservar o “nada” é algo mais importante do que se parece. Essa quantidade de espaço reservado recompensa a interface para seu aumento de atenção sobre o que prevalece, diminuindo a poluição visual e criando áreas de respiro de informação.

Nosso comportamento indica que quando há menos, prestamos mais atenção e apreciamos muito mais a informação. Ou seja, nem sempre o que se parece ser de relevância imediata, pode não ser tão importante quando comparado a tudo ao seu redor.

Webforms são onipresentes e universalmente chatos, mas eles não tem que ser. Precisamos apresentar uma arquitetura com informações necessárias sem atormentar e irritar os usuários na sua experiência de uso. Um bom livro para quem quer se dedicar a essa área do UX, que por sinal é bem desafiadora, pode conhecer este pesquisador e arquiteto de informação Luke Wroblewski. O livro se chama WEB FORM DESIGN.

livro web form design