Design Sprint: passo a passo para entender a metodologia

Todo empreendedor concorda que, eventualmente, seus negócios terão que enfrentar alguns desafios, seja no lançamento de um produto, no enfrentamento de alguma adversidade do mercado, na adaptação de um processo ou em qualquer outra situação.

Com a metodologia design sprint, o objetivo é compreender o desafio a fundo e resolvê-lo da melhor maneira possível em apenas cinco dias. Para isso, ele parte de um processo bem estruturado e baseado na colaboração de uma equipe multidisciplinar.

A seguir, vamos explicar o design sprint passo a passo, com seus elementos mais importantes, métodos de aplicação e insights sobre seu surgimento nas empresas.

Como surgiu a metodologia do design sprint?

A metodologia design sprint foi criada pelos designers estadunidenses Jake Knapp, John Zeratsky e Braden Kowitz. Os três disseminaram o conceito mundialmente com a publicação do livro “Sprint”, um best seller lançado no ano de 2016.

Na obra, eles apresentam o modelo que desenvolveram ao lado de startups na Google Ventures. Trata-se de um braço da gigante norte-americana voltado a investimentos de capital de risco.

Apesar desse foco inicial nas empresas de inovação, hoje o método é usado para validar ideias e solucionar problemas em negócios de todos os portes. O grande objetivo é agregar eficiência, otimizar recursos e poupar tempo. Para isso, procura-se prototipar, avaliar e validar as inovações de forma mais rápida e assertiva.

Para entender melhor como isso funciona, veja abaixo como é a realização de um design sprint passo a passo.

Quais as etapas importantes do design sprint?

O melhor jeito de entender o design sprint passo a passo é conhecendo os seus elementos e a forma com que cada um deles é inserido no contexto geral do método. Veja quais são eles, suas características mais importantes e aplicações:

Equipe

Antes de começar a aplicação da metodologia design sprint, você precisa montar o time responsável por ela. De acordo com o livro “Sprint”, o ideal é que sejam no máximo sete profissionais. Eles devem ser multidisciplinares e se dedicarem o tempo todo ao projeto. Tenha um ou dois definidores. Também recomenda-se um criador de caso, que tenha domínio sobre a área e compartilhe opiniões contrárias e contundentes.

Somado a isso, busque um facilitador. Ele deve fazer a gestão das pessoas, do tempo e das atividades. Recomenda-se que ele seja uma pessoa neutra na empresa. Os demais participantes são especialistas de áreas-chave que vão ajudar a resolver o desafio. Também são bem-vindas visitas rápidas de outros especialistas para compartilhar ideias.

Desafio

Ao fazer o design sprint passo a passo, toda a equipe deve ter muito foco e dedicar as suas energias integralmente ao projeto. Afinal, a meta é superar desafios que podem gerar riscos à organização ou viabilizar novas ideias que impactem diretamente a experiência dos consumidores.

Em todos os casos, é preciso ter clareza sobre o que será feito. É a definição do desafio que guia as ações do sprint. O time deve saber exatamente o que precisa ser superado. Assim, dificilmente seu trabalho será estagnado.

Espaço

Assim como a cultura de uma organização influencia o comportamento dos profissionais, o espaço para o sprint também guia a forma com que a equipe irá se comportar. A realização do projeto deve ser voltada à inovação e ao compartilhamento de novas ideias.

Sendo assim, o ambiente precisa ser favorável para que isso aconteça. Portanto, use um local confortável e que tenha todos os materiais necessários para os profissionais. Isso inclui desde quadros brancos, até post-its para colar na parede, adesivos, além de folhas e materiais de escritório em geral.

Como o foco é uma prioridade, o recomendado é não usar o smartphone e nem o notebook no espaço de sprint (a não ser que isso seja necessário para o trabalho). Contudo, para que a rotina não fique maçante, não abra mão de pausas com conversas descontraídas, lanches e outros momentos de descontração.

Protótipo

Se pensarmos no design sprint passo a passo, todo trabalho feito nos três primeiros dias deve culminar em um protótipo. Isso porque, no dia 1, a meta é que os participantes mapeiem e estabeleçam o problema. No dia 2, as primeiras soluções são esboçadas. Já no dia, os membros analisam cada proposta e então votam criteriosamente para definir o que será convertido em um modelo testável.

A partir disso, o protótipo é elaborado no quarto dia. Ele é de suma importância para validar as ideias obtidas. Com a ferramenta, o trabalho é posto “no mundo real”. Ou seja, seus resultados se tornam mais palpáveis.

Teste

No quinto dia, o protótipo é colocado em prática. Essa é a fase de teste, que deve ser feita com usuários reais selecionados previamente. Posteriormente, eles são entrevistados e compartilham feedbacks sobre a experiência em tempo real.

Mais que um meio de validação, essa é uma oportunidade para encontrar pontos passíveis de melhorias e até oportunidades antes despercebidas. Os testes se baseiam em indivíduos reais para confirmar as soluções que logo terão grande influência no mercado.